terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Estou de luto

Hoje estou triste por ver partir um amigo.
O Dr. Serra de Almeida, entrou na minha vida há apenas dois anos, mas posso dizer com toda a franqueza que era meu amigo para os bons e maus momentos. Nunca se inibiu de me apontar os erros, sempre com o intuito de os corrigir, mas também sabia apreciar e valorizar o que lhe parecia estar bem feito. Os amigos são assim – dizem-nos directamente o que pensam, sem rodeios, sabendo que um amigo nunca magoa o outro.
Um dos últimos ensinamentos foi dizer-me que as coisas não são pequenas, mas sim breves. Pois amigo Serra, muito obrigado pelo nosso breve encontro na vida. Sei que estás algures a olhar por nós, a torcer pelo teu Sporting, mas com o emblema do Sintrense ao peito.
Até sempre…

À sua família e outros tantos amigos que o Dr. Serra de Almeida tem, apresento os meus sentidos pêsames.

2 comentários:

Paula disse...

Também fui amiga do Serra de Almeida. Fiquei triste quando soube que estava doente, pior fiquei agora ao abrir os blogues e ver esta noticia. O Serra era sem dúvida um grande amigo, que tal como a Graça conheci à apenas dois anos, mas o suficiente para ver como era sincero em tudo o que dizia e fazia, sempre pronto a ajudar. Já não está connosco fisicamente, mas estará sempre junto de nós porque amigos assim não se esquecem.
Sentidas condolências à sua familia, extensivel também à direcção e a toda a familia Sintrense que hoje perdeu um grande amigo.

Paula Santos

Anónimo disse...

São Paulo, em carta aos Corintos, compara a morte ao grão de trigo que cai à terra e renasce noutro corpo. Também hà quem a compare à porta que separa o conhecido do desconhecido; à crisálida, fabricada zelosamente pela desprezível lagarta, para desabrochar na bela e colorida borboleta; ou ainda no segundo nascimento.

A criança, após a concepção, nasce, cresce, desenvolve-se sempre no aconchego do ventre materno. Vive na escuridão. Sem esforço, obtém: comida, calor, conforto e carinho de mãe. Um dia, sem saber como nem porquê, é violentamente expelida em prantos, e depara um mundo desconhecido, cheio de luz e cor. O mesmo acontece quando se morre.

Houve em Atenas, famoso filósofo que asseverava inequivocamente, a existência da alma, por isso tomou, em serenidade, a cicuta, confiado que o corpo morria, mas o espírito não perecia.
Quatro séculos depois, nascia em Israel, Jesus, Filho de uma Virgem e do Altíssimo, segundo a Bíblia e o Alcorão.

Cristo, como Filho de Deus, garantiu a todos que O queriam ouvir, que a alma não morre, mas apenas o corpo, porque a alma é divina.

A vida é eterna cadeia que nos une uns aos outros, numa infindável fila indiana, que marcha - quer se queira, quer não- para o abismo, para o desconhecido.

HUMBERTO PINHO DA SILVA

“ em memória do MEU QUERIDO AMIGO, JOÃO SERRA DE ALMEIDA “